Gostaria de primeiramente desejar um ótimo final de semana.
Segundo, a postagem de nosso seminário será divida em algumas partes pela quantidade de material que nós usamos e para não ''postar'' textos imensos, pois pode resultar em uma leitura cansativa demais.
A primeira parte é o texto que montamos para apresentar um viés diferente da análise sobre a filosofia moderna proposta pela Prof. Dra. Marilena Chauí.
Segue o texto:
Filosofia Moderna. Este tema, durante os seminários anteriores, foi alvo de várias discussões em sala, várias interpretações, várias analogias com temáticas contemporâneas, e assim por diante. Pretendemos que estes argumentos esclareçam e abram nossos olhos para outras análises possíveis que possam acrescentar mais clareza nesta temática tão discutida atualmente por vários autores, que podem ajudar ou atrapalhar o curso de nosso aprendizado.
No artigo da professora doutora Marilena Chauí, intitulado Filosofia Moderna, é abordado temas diversos sobre está época tão frutífera do pensamento humano em relação à ciência, política, religião, entre outras áreas do entendimento humano que foram influenciadas e atingidas por essas, com o perdão da palavra, renovações.
O primeiro aspecto abordado pela filósofa é em relação à cronologia. Onde podemos situar a filosofia moderna na história? Reposta simples: se situa no século XVII na Europa com grandes sábios: Descartes, Galileu, Bacon, Hobbes, entre outros. Mas, para a autora, “... a cronologia poder ser um critério ilusório,... ”[1] quando analisamos o viés das grandes publicações filosóficas e científicas da modernidade. Chauí, nas suas sábias palavras, diz “... obras essenciais da modernidade surgem antes e depois do século XVII.” [2].
Outro critério ilusório que a professora Chauí nos convida para análise é a tentativa de se estabelecer uma relação causal e direta entre vários acontecimentos sócio-políticos e a constituição de conhecimentos nas áreas da filosofia, ciência, arte e de técnicas. Nas palavras da filósofa encontramos o seguinte parágrafo:
“Relação entre eles, sem dúvida, existe. Mas não é linear nem causal: ideias e criações podem estar em avanço ou em atraso com relação aos acontecimentos sócio-políticos e econômicos, não porque pensadores e artistas sejam criaturas fora do espaço e do tempo, mas porque tudo depende da maneira como enfrentam questões colocadas por sua época, indo além ou ficando aquém delas.” [3].
Por estes argumentos, podemos concluir que estas dificuldades apresentadas pela autora são intransponíveis? Pois, após toda esta análise ficamos sem um norte seguro para a modernidade, e a ausência deste norte irá dificultar ainda mais o que se chama de pós-modernidade.
Todavia, Chauí nos convida no artigo a uma análise do período anterior da modernidade, a Renascença. Aqui não caberia uma análise completa deste período da história do conhecimento humano, mas utilizando das palavras esclarecedoras da autora, segue esta sentença que nos ajudará compreender, de maneira sucinta, o que a modernidade valorizou: “A extrema valorização da capacidade da razão humana para conhecer e transformar a realidade – a confiança numa ciência ativa ou prática em oposição ao saber contemplativo – é uma das características principais do chamado Humanismo, desenvolvido durante a Renascença.”[4]
[1] CHAUÍ, Marilena. Filosofia Moderna. Fonte: http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/chaui.htm
[2] Idem, ibidem.
[3] CHAUÍ, Marilena. Filosofia Moderna, Fonte: http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/chaui.htm
[4] Idem, ibidem.
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